O modelo pedagógico adotado pelo Colégio Mãe de Deus se centra no grande educador Kentenich que, ao propor o Sistema Pedagógico de Schoenstatt ressalta a pessoa do educador como parte fundamental do processo educativo e que se desenvolve num profundo relacionamento com o educando. Sobre isso, Kentenich afirma: “A essência do Educador consiste em reconhecer e promover a missão de cada um”. (1947)
O Sistema Pedagógico de Schoenstatt, segundo Kentenich, “quer ser a ligação mais perfeita possível entre a teoria científica e a vida”. (1961) Para a realização de tão elevada meta, Kentenich estruturou o Sistema Pedagógico de Schoenstatt em base a cinco colunas assim denominadas: pedagogia do ideal, pedagogia da vinculação, pedagogia da confiança, pedagogia da aliança e pedagogia do movimento. Passamos, a seguir, a apresentar cada uma delas:
• Pedagogia do ideal: desperta no ser humano a consciência de valor pessoal e autoconfiança. É uma pedagogia de atitude em contraposição com a simples pedagogia dos atos; uma pedagogia da magnanimidade em oposição a pedagogia do dever; uma pedagogia da humildade em oposição a pedagogia da auto-glorificação e auto-justificação; pedagogia da liberdade em oposição a pedagogia da opressão; pedagogia da alegria em oposição a pedagogia do medo e da tristeza.
• Pedagogia da confiança: orientar o educando pelo contato pessoal. Para tanto, faz-se necessário: informar-se do estágio de desenvolvimento do educando, inteirar-se da educação recebida por este, dos seus critérios de valor e compreender a sua linguagem. Outro aspecto relevante é orientar o educando por um conhecimento que o eleve. Para isto é indispensável: saber valorizar os talentos do educando, suas peculiaridades, destacar seu valor dentro do grupo, orientá-lo para e pelo seu ideal pessoal, conceber a educação como um serviço à vida e um serviço ao amor. O terceiro aspecto que perfaz a pedagogia da confiança é a educação mediante o diálogo. Neste contexto, acentua-se ainda mais o papel do educador. A ele cabe saber ouvir, interpretar e compreender a linguagem do educando; colocar o educando no centro e a si mesmo em segundo plano, numa atitude de indiferença frente à própria pessoa; não deixar-se guiar por simpatias e antipatias e colocar-se em atitude de serviço. O quarto e último aspecto da pedagogia da confiança pressupõe uma auto-avaliação do educador que deve examinar-se constantemente: vivo o que ensino? O que exijo? Quando diante de uma correção ao aluno deve proceder a mesma somente após um ato-exame sobre a matéria da correção.
• Pedagogia do movimento: consiste em saber utilizar as oportunidades, os acontecimentos, as circunstâncias, os fatos, para suscitar entre os educandos correntes de vida, de graça, favoráveis à educação. A funcionabilidade de tal pedagogia supõe a aplicabilidade de três leis, assim esquematizadas: leis de desenvolvimento, leis de direcionamento e leis da transformação. Primeiro: leis de desenvolvimento. Estas devem partir do estado em que se encontra o educando para fazê-lo crescer. Requer também zelar por um crescimento orgânico, isto é, lento, de dentro para fora, de um todo para outro todo e, por último, às vezes submeter a educação a uma intervenção enérgica. O segundo grupo de leis: as leis de direcionamento visam o desenvolvimento integral, ou seja, de todas as camadas do ser humano: física, cognitiva, social, espiritual, religiosa, num processo educativo que deve atender o crescimento das camadas afetiva, intelectual e religiosa. E finalmente as leis da transformação que são o resultado do trabalho realizado até então. O dinamismo provoca tensões. O educador as toma como emulações sadias entre grupos e aproveita-as para despertar no educando todas as forças de empenho na pesquisa e na conquista do saber, numa atitude de respeito e bom relacionamento com seus competidores.
• Pedagogia da aliança: através desta característica de sua pedagogia, Kentenich ensina o relacionamento do educador com o educando que, segundo ele, se processa nos moldes de uma Aliança de Amor. Esta Aliança de Amor funciona na maneira de um mútuo dar e receber. O ponto de partida desta aliança é Maria, Mãe de Deus. Aqui temos o lado profundamente religioso do Sistema Pedagógico de Schoenstatt.
• Pedagogia da vinculação: a pedagogia da vinculação é uma resposta à desvinculação, ao desabrigo geral que o homem experimenta hoje. A negação e o desprezo das vinculações humanas tornam o homem totalmente sem caráter. A pedagogia da vinculação encerra a vinculação a pessoas, a idéias e a coisas. A vivência desta tríplice vinculação: à escola como prolongamento do lar; ao ideal de classe como estrela condutora de sua vida e aos professores como amigos e orientadores compreensivos, proporciona ao educando a possibilidade de desenvolver todas as potencialidades e encontrar seu último fim: Deus.